sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Consequências dos resíduos industriais nas águas dos rios




A poluição da água indica que um ou mais de seus usos foram prejudicados, podendo atingir o homem de forma direta, pois ela é usada por este para ser bebida, para tomar banho, para lavar roupas e utensílios e, principalmente, para sua alimentação e dos animais domésticos. Além disso, abastece nossas cidades, sendo também utilizada nas indústrias e na irrigação de plantações. Por isso, a água deve ter aspecto limpo, pureza de gosto e estar isenta de microorganismos patogênicos, o que é conseguido através do seu tratamento, desde da retirada dos rios até a chegada nas residências urbanas ou rurais. A água de um rio é considerada de boa qualidade quando apresenta menos de mil coliformes fecais e menos de dez microorganismos patogênicos por litro (como aqueles causadores de verminoses, cólera, esquistossomose, febre tifóide, hepatite, leptospirose, poliomielite etc.). Portanto, para a água se manter nessas condições, deve-se evitar sua contaminação por resíduos, sejam eles agrícolas (de natureza química ou orgânica), esgotos, resíduos industriais, lixo ou sedimentos vindos da erosão.
Sobre a contaminação agrícola temos, no primeiro caso, os resíduos do uso de agrotóxicos (comum na agropecuária), que provêm de uma prática muitas vezes desnecessária ou intensiva nos campos, enviando grandes quantidades de substâncias tóxicas para os rios através das chuvas, o mesmo ocorrendo com a eliminação do esterco de animais criados em pastagens. No segundo caso, há o uso de adubos, muitas vezes exagerado, que acabam por ser carregados pelas chuvas aos rios locais, acarretando o aumento de nutrientes nestes pontos; isso propicia a ocorrência de uma explosão de bactérias decompositoras que consomem oxigênio, contribuindo ainda para diminuir a concentração do mesmo na água, produzindo sulfeto de hidrogênio, um gás de cheiro muito forte que, em grandes quantidades, é tóxico. Isso também afetaria as formas superiores de vida animal e vegetal, que utilizam o oxigênio na respiração, além das bactérias aeróbicas, que seriam impedidas de decompor a matéria orgânica sem deixar odores nocivos através do consumo de oxigênio.
A poluição da água é a introdução de materiais químicos, físicos e biológicos que estragam a qualidade da água e afeta o organismo dos seres vivos. Esse processo vai desde simples saquinhos de papel até os mais perigosos poluentes tóxicos, como os pesticidas, metais pesados (mercúrio,cromo, chumbo) e detergentes .
A poluição mais comum é aquela causada pelo lixo que o homem joga nos rios. O crescimento das cidades e de sua população aumentaram os problemas, porque o tratamento de esgotos e de fossas não conseguiu acompanhar o ritmo de crescimento urbano.
Produtos químicos e sujeira dos esgotos são jogados diretamente nos rios ou afetam os lençóis d’água que formam as nascentes. O excesso de sujeira funciona como um escudo para a luz do sol, afetando o leito dos rios e seu ciclo biológico. Ou seja, as plantas e animais que nele vivem passam a sofrer problemas.

A água: sua importância, uso e preservação

    Ocupando mais da metade da superfície e da parte subterrânea do planeta, a água é um bem necessário à vida dos seres vivos. No entanto, dessa imensidão menos de 1% é própria para o consumo, aplicada nas mais diversas atividades humanas desde sua alimentação ao lazer. Com desenvolvimento de modos de produção, urbanização, industrialização entre outros, a falta de cuidados com esse bem precioso é quase inevitável. Mediante o capitalismo, se esquece às prioridades básicas, de gerações presentes e futuras, a conscientização é deixada de lado não por opção, mas, por obrigação do lucro e do desenvolvimento desenfreado.
    Um dos maiores causadores da poluição das águas, sem dúvida nenhuma é a agricultura. Os modos de produção que outrora eram de subsistência se moldou e acarretou problemas que hoje tenta-se resolver por meios de maneiras alternativas e em conjunto com o meio ambiente. Com os fertilizantes utilizados para o cultivo, degradação de matas com áreas de nascentes, isso e outras coisas que se faz uso para o aperfeiçoamento e melhora de modos produtivos, acabam com a qualidade das águas. A população ao longo dos anos cresceu, e com isso cresceu também as áreas de cultivo voltadas para alimentação e para suprir até mesmo os supérfluos da sociedade moderna. Mediante esse crescimento acelerado, a demanda aumenta e conseqüentemente a degradação também. Atendendo à necessidade de mais alimentos, além de responder à demanda econômica por produtos agrícolas de maior valor. Uma pessoa adulta precisa cerca de 4 de litros de água por dia para beber, mas para produzir seu alimento diário são necessários por volta de 2 a 5 mil litros. No mundo a maior parte dos recursos hídricos são destinados à irrigação, após vem a indústria e por último o abastecimento populacional. No transporte aquático há também um certo grau de contaminação das águas tanto doce quanto salgadas.  Além da agricultura, atividades como a industrialização, esgotamento sanitário, e até mesmo o mau uso que damos em nossas casas, tem contribuído assiduamente para a poluição
Preservação

Não é nenhuma novidade para nós que a água do planeta está correndo um sério risco.
Os diversos fatores, protagonistas para esse problema foram executados por quem mais deveria protegê-lo: O homem. Os desperdícios, a poluição dos rios, as agressões à camada de ozônio vêem destruindo o recurso mais importante para a nossa sobrevivência. Tais agressões foram de efeito tão negativo que para consertar levaria o dobro do tempo gasto no processo de destruição.

Mas, nem tudo está perdido. A solução que nos resta é a que deveria ter sido seguida desde as primeiras civilizações: A preservação. A responsabilidade é de todos nós seres humanos promover um ambiente equilibrado e assegurar uma vida saudável no meio em que vivemos.
Não deixar a torneira aberta enquanto escovar os dentes ou ensaboar a louça;
Lavar calçadas e veículos com baldes de água ;
Apertar o botão de descarga por, no máximo cinco segundos;
Não trocar a água da piscina. Hoje em dia existem tratamentos que dispensam este procedimento.
Reutilizar a água de sua casa, sempre que for possível;
Verifique se não há vazamentos em torneiras ou canos de sua casa;
Preste atenção se hidrômetro (medidor de água) está funcionando corretamente.
Fechar o chuveiro enquanto o corpo é ensaboado;
A preservação da água não é só uma questão de bom senso, é uma questão de sobrevivência.